Cão que Atacou Criança em Matosinhos

É arrepiante olhar para a foto de um bicho destes e imaginar um monstro destes a atacar uma coisinha, como uma menina de 4 anos!!!

Eu já vi destes cães, e até outros menos intimidatórios quando se revoltam e começam a rosnar e a levantar o pelo… e é intimidatório para um homem como eu, com 1,86 metros de altura, quanto mais para uma criança.

Eu já tive um cão arraçado a Serra da Estrela, dos peludos, que estava sempre prezo. Mas quando partia a corrente e fugia era muito difícil de apanhar porque não me obedecia. Tinha que correr atras dele e quando o ameaçava ele rugia para mim.

A verdade é que eu ficava atemorizado, mas nunca o demonstrava e quando ele fazia isso eu batia-lhe até ele se submeter. Mas ele mordeu a minha mãe (que era quem tratava dele) e a minha cunhada (que brincava com ele). Incrivelmente nunca mordeu a minha filha que na altura tinha 3/4 anos e que costumava bater-lhe na cabeça com paus e arremessar-lhe objetos. Rugia como aviso mas não mordia.

Felizmente morreu!

Para além disso quando eu era criança vivia numa rua que tinha vários cães, pequenos e rafeiros, (a maioria de uma velhota que morava no fim da rua) e que me faziam a vida negra sempre que que eu tentava passar. Nunca fui mordido mas tinha que os enfrentar com paus e pedras para passar.

Por isso eu tenho frequentes discussões com meus amigos e amigas que têm medo de ratos cobras, lagartos e outros répteis, pois eu sempre digo que só existem dois bichos perigosos, dos que vão a correr atrás de uma pessoa para lhe fazer mal: os homens e os cães!

Curiosamente a maioria das pessoas acham que os cães são animais domésticos muito meiguinhos e amigáveis… mas a verdade é que eu nunca vi uma cobra correr atrás de uma pessoa para lhe morder, como os cães e outras pessoas fazem.

Todos os animais são potencialmente perigosos quando são atacados ou apanhados de surpresa e assustados. Mas apenas estes dois “bichos” correm deliberadamente atrás de uma pessoa sem razão para isso.

A maioria das pessoas não concorda, mas eu sei que tenho razão, e os fatos dão-me razão.

Em relação ao cão que atacou criança em Matosinhos espero que o dono apanhe uma pena pesada, prisão efetiva ou então uma multa bem pesada para ele não repetir a brincadeira. É inadmissível que ele não tenha segurado o cão e auxiliado a menina em vez de continuar a discutir com o pai desta, como as testemunhas afirmam.

Para além dos possíveis efeitos físicos, como cicatrizes, quais não serão os efeitos psicológicos que esta criança, que foi atacada pelo cão em Matosinhos, vai sofrer para o resto da vida?

Uma coisa é um acidente que possa acontecer com um cão que se solta e fuja de uma casa (como o meu, que felizmente nunca aconteceu nada de grave), outra coisa é andar a passear um cão perigoso num parque e pelo menos não o segurar em condições para que ele não possa atacar ninguém.

É inadmissível que o dono do cão que atacou criança em Matosinhos não tenha socorrido a menina e tenha deixado o cão morder em várias pessoas. Fico horrorizado só de pensar que isto podia acontecer a uma filha minha.

E ainda agora vi na net que outro cão, tipo Serra da Estrela, arrancou uma orelha a um menino e o feriu gravemente num braço e num ombro. Neste caso o cão pertencia à família e deve ter sido em recinto fechado – provavelmente um acidente. O que não deixa de confirmar que os cães, mesmo os nossos, são perigosos.

Isto para não falar do barulho, do incómodo que eles causam aos vizinhos. É um caso flagrante de que a liberdade de uns poe em causa os direitos fundamentais de outras pessoas.