Mário Soares

Mário Soares, aquele incontestável senador da nossa política, da nossa democracia.

Antes de mais devo afirmar que eu nunca fui um adepto da sua maneira de estar na política e nunca me identifiquei com os ideais do partido socialista, não porque repudie as ideias socialistas mas porque sou um pouco mais liberal. Acho que a economia não deve ser travada pelos governos mas ser o mais livre possível para que possa crescer e gerar rendimento.

No entanto Mário Soares merece o respeito e a admiração de todos os portugueses, não por tudo o que fez mas pelo político que foi ao longo dos anos (concorde-se ou não com as suas ideias) pois foi um dos pilares, o maior de todos, da nossa liberdade.

Nos últimos dias não se houve falar nos meios de comunicação de outra coisa que não seja Mário Soares, e como é normal com todos os mortos destaca-se fortemente os seus pontos fortes, os seus pontos positivos, e enfraquece-se (ou esquece-se) os seus pontos negativos.

Mas aquilo que todas as pessoas se esquecem de dizer em bom português e em voz alta (pois há algumas ténues insinuações) é que é o principal responsável após o 25 de Abril pela nossa democracia – pela democracia que vivemos hoje em dia. O que todo o mundo se esquece de dizer é que sem ele Portugal após o 25 de abrir teria mergulhado no comunismo. Portugal teria mergulhado na ditadura do comunismo, tornando-se na Cuba da Europa.

E eu, sinceramente, não sei se teria valido a pena sair do fascismo para mergulhar no comunismo! Se a ideia do fascismo não é aliciante do ponto de vista de liberdades a ideia do comunismo em que todos somos iguais, nivelando por baixo (pois evidentemente não podemos ser todos ricos) é ainda mais perturbante. No entanto não posso deixar de salientar que os maiores milionários vêm da Rússia… interessante, não acham?

Mas a verdade é que sem a intervenção firme e decidida de Mário Soares Portugal teria caído no comunismo e embora hoje já fossemos democráticos, pois até o muro de Berlin caiu, os anos que se tinham perdido fariam com que Portugal nos dias de hoje fosse comparável a um daqueles países mais pobres e subdesenvolvido da américa latina.

Todos falam da sua luta antifascista, de como conseguiu fazer o poder passar dos militares para o poder civil, do papel que teve na entrada de Portugal na Europa, das presidências abertas (que eu não gostei porque atrapalharam / atrasaram o trabalho de Cavaco Silva enquanto primeiro ministro) mas tudo isso seria possível com outras pessoas; mais cedo ou mais tarde elas acabavam por acontecer.

Mas, na minha opinião, o maior legado deixado por Mário Soares foi a implementação de um estado democrático e laico logo após o 25 de Abril, impedindo que as portas do comunismo se tivessem aberto a Portugal, que iria condicionar a nossa vida muito mais que o fascismo que vivíamos antes.

Por esse motivo eu deixo aqui o meu MUITO OBRIGADO a Mário Soares.

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